Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs <p>A Revista do MP é a revista da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul - ISSN 0101-6342 - com edições semestrais e que, a partir de 2019, passou para o sistema digital. Tem o objetivo de divulgar a produção do conhecimento jurídico recente e estimular o diálogo e o debate no campo dos estudos jurídicos e áreas afins. A Revista do MP aceita submissões de artigos inéditos produzidos por doutores em direito, podendo o artigo dialogar com áreas afins. A revista também aceita submissão de resenhas. Eventualmente a revista poderá publicar entrevistas, traduções e documentos jurídicos.</p> pt-BR assessoria@amprs.org.br (Michael Schneider Flach) revistadaamprs@gmail.com (Isadora Rey Moura) qua, 13 mai 2026 16:26:34 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 APRESENTAÇÃO https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/466 <p><strong>Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul</strong></p> AMP/RS Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/466 qua, 13 mai 2026 16:25:29 -0300 MUDANÇAS CLIMÁTICAS https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/453 <p>A mudança climática passou a ser assunto urgente no Brasil depois dos eventos extremos ocorridos com maior intensidade em 2023 e 2024. A Revolução Industrial alterou a composição da atmosfera e estudos científi cos passaram a ser compilados em forma de relatórios pelo IPPC. O objetivo da pesquisa foi organizar o histórico da evolução do conhecimento sobre a mudança no clima e da legislação brasileira sobre o tema, bem como realizar estudo de caso para averiguar o nível de esclarecimento dos municípios do RS sobre mudança climática. A metodologia foi baseada em dados secundários captados em sites ofi ciais do governo federal e no site do IEDE/RS. Concluiu- se que o nível de certeza sobre a mudança do clima passou de incertezas para alto nível de confi ança e a legislação brasileira foi inconspícua até os anos 2000, mas está sendo atualizada desde 2022. Ainda, conclui que a realidade do Estado do Rio Grande do Sul é preocupante, pois 78,39% dos municípios não sabem o que é um inventário de GEE e 98,99% dos entrevistados nunca realizaram nenhum inventário. 97,49% dos entrevistados já enfrentou situação de emergência climática e mesmo assim 88,44% não possuem análise de riscos climáticos e 86,08% não possuem previsão para realização do Plano de Ação Climática. O papel do direito no enfrentamento às mudanças climáticas é estratégico para a nossa realidade de sociedade de risco, sendo necessário organizar as normas e com elas se comprometer para que a humanidade possa adaptar-se às realidades impostas pela mudança do clima.</p> André Rafael Weyermüller, Andréa Diana Oberherr Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/453 seg, 11 mai 2026 19:50:31 -0300 A SEXTA DIMENSÃO DE DIREITOS HUMANOS E A NECESSIDADE DE SUA PREVISÃO NO ROL DE DIREITOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/454 <p>O presente artigo é um estudo teórico sobre as gerações/dimensões de direitos humanos<br>ao longo da história, em especial, a sexta geração/dimensão de direitos humanos, referente ao acesso<br>à água potável. Desse modo, faz-se uma análise de todas as gerações/dimensões de direitos humanos<br>bem como do tratamento jurídico da água no Brasil, na Bolívia e no Equador, a nível constitucional.<br>Ao fi nal, chega-se à síntese deste trabalho ao concluir pela necessidade de se tipifi car o<br>acesso à água potável como direito fundamental na Constituição Federal de 1988, com o objetivo<br>de se garantir o mínimo existencial.</p> Bruno Gruppioni Passos, Viviane de Jesus e Jesus, Júlia Gruppioni Passos Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/454 seg, 11 mai 2026 19:53:50 -0300 O PAPEL DOS MUNICÍPIOS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/455 <p>As mudanças climáticas representam um dos maiores desafi os contemporâneos para a<br>humanidade, demandando respostas coordenadas em todas as esferas de governo. No contexto<br>brasileiro, os municípios assumem papel fundamental na implementação de políticas públicas<br>de enfrentamento às mudanças climáticas, tanto em ações de mitigação quanto de adaptação. O<br>presente artigo analisa o arcabouço jurídico-institucional que fundamenta a atuação municipal,<br>com particular enfoque na Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei Federal nº 12.187/2009)<br>e na Lei Estadual da Bahia nº 12.050/2011, examinando as responsabilidades, instrumentos e desafi<br>os enfrentados pelos entes municipais na elaboração e execução de planos locais de ação climática<br>e na incorporação da variável climática no licenciamento ambiental.</p> Cristina Seixas Graça Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/455 seg, 11 mai 2026 20:14:11 -0300 JUSTIÇA CLIMÁTICA UMA PERSPECTIVA PARA A REDUÇÃO DA VULNERABILIDADE INDÍGENA NA AMAZÔNIA https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/456 <p>Esta pesquisa tem como objetivo analisar, de forma refl exiva, os impactos das mudanças<br>climáticas antrópica para os povos indígenas da Amazônia, os quais têm sua condição de vulnerabilidade<br>agravada em decorrência dos efeitos da crise climática. Questiona-se como a justiça climática pode ser um importante instrumento para assegurar a proteção dos direitos humanos para os indígenas.<br>Inicialmente aborda-se a questão da mudança climática antrópica e a situação de vulnerabilidade<br>dos povos indígenas intensifi cada pelo desmatamento, queimadas e mineração ilegal. Na<br>sequência, destaca-se o movimento da justiça climática como resposta para tratar dos efeitos da<br>crise climática, suas desigualdades e vulnerabilidades, além de discorrer sobre algumas medidas adotadas<br>tanto pelo Poder Público como pelo Poder Judiciário acerca do tema. A metodologia utilizada<br>é a dedutiva, por meio da pesquisa literária, documental, bibliográfi ca e jurisprudencial, com<br>abordagem qualitativa das informações para o exame do tema. Justifi ca-se a presente pesquisa pelo<br>fato de que são os grupos vulnerabilizados, como os povos originários, os que mais sofrem com a<br>alteração do clima e os que mais sentem difi culdades para se adaptar. A hipótese é destacar como<br>a justiça climática pode auxiliar na redução dessas vulnerabilidades.</p> Glaucia Maria Araújo Ribeiro*, Sarah Clarimar Ribeiro de Miranda, Sâmara Christina Souza Nogueira*** Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/456 seg, 11 mai 2026 20:20:35 -0300 PATRIMÔNIO CULTURAL https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/458 <p>Este artigo tem por objetivos revisitar o nascedouro da proteção ao patrimônio cultural<br>no plano internacional, destacando seus antecedentes representados por iniciativas isoladas, bem<br>assim a prevalência inaugural da monumentalidade; situar o reconhecimento da dicotomia, de caráter<br>didático, entre o material e o imaterial; e chamar a atenção para a necessidade de conciliação<br>dessas dimensões complementares, com sustentação em um pilar ético capaz de alicerçar a ideia<br>de pertencimento ou o caráter simbólico do referente, em especial com vistas a efetivar os direitos<br>culturais na matriz dos direitos humanos. O artigo buscará demonstrar a ênfase hoje dada ao patrimônio<br>cultural imaterial, notadamente no plano interno, construindo o argumento dessa prevalência<br>a partir do tratamento constitucional dispensado à matéria pelo art. 216 da CR. A pesquisa classifi<br>ca-se como bibliográfi ca e documental, desenvolvendo-se a partir da leitura da doutrina especializada,<br>do estudo das normas nucleares sobre a matéria, sobretudo as convenções internacionais<br>e a legislação pertinente do ordenamento nacional. Para construção do arcabouço refl exivo, será<br>adotado o método dedutivo de abordagem, com suporte em pesquisa exploratória. O trabalho<br>abrangerá também análise de aspectos específi cos do registro da tradição queijeira artesanal de<br>Minas, a título de exemplifi cação e como exercício de aproximação das dimensões material e imaterial<br>do patrimônio correspondente, sem propósito de apresentação metodológica de um estudo<br>de caso. Por fi m, o artigo problematiza o tratamento dos direitos culturais com foco em minorias,<br>notadamente no tocante ao patrimônio cultural imaterial, em face do imperativo de tratamento do<br>patrimônio pelo prisma da universalidade.</p> Maria Coeli Simões Pires Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/458 seg, 11 mai 2026 20:31:24 -0300 DA (IM)POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL A AGENTES ECONÔMICOS NÃO EMPRESÁRIOS https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/459 <p>O presente estudo aborda os contornos e as controvérsias que circundam a temática da<br>legitimidade ativa no processo de recuperação judicial. Partindo dos pontos de consenso jurisprudencial<br>e doutrinário, o ensaio avançará pelos aspectos controvertidos, máxime na seara dos pedidos<br>de recuperação veiculados por agentes econômicos não empresários e a crescente aceitação desse<br>alargamento no sistema jurídico brasileiro. Em contraponto, será examinada a posição restritiva,<br>assentada na dicção do texto normativo vigente, contido na Lei Federal nº 11.101/2005, para, ao fi nal,<br>apurar a interpretação mais adequada e os encaminhamentos possíveis.</p> Victor Herzer da Silva Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/459 seg, 11 mai 2026 20:32:56 -0300 REFLEXÕES SOBRE A APTIDÃO PARA SER JURADO NO TRIBUNAL DO JÚRI https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/460 <p>A Constituição Federal do Brasil reconheceu a instituição do júri, assegurando aos réus<br>a plenitude de defesa. Também, conferiu ao legislador ordinário competência para a organização<br>do tribunal popular, razão por que elencados, no Código de Processo Penal, os requisitos para que<br>alguém possa ser admitido como jurado no tribunal do júri, dentre eles o da notória idoneidade.<br>Mas, ser jurado é um direito ou um dever? Ao estabelecer essa premissa, o presente artigo analisa<br>no que consiste a idoneidade notória bem como se as pessoas que ostentam antecedentes criminais<br>ou que visitam familiares ou amigos no sistema prisional ostentam ou não tal idoneidade e, por<br>consequência, se são ou não aptas a integrar a lista geral de jurados. O escopo da análise reside<br>no fato de que é direito fundamental dos réus serem julgados por pessoas que satisfaçam os pressupostos<br>estabelecidos pelo legislador como necessários à aptidão para participação popular no<br>julgamento dos delitos dolosos contra a vida, sendo dever do Estado, portanto, assegurar-lhes a<br>lisura do processo seletivo e a estrita obediência ao comando legal, sob pena de proteção defi ciente,<br>caracterizadora de afronta ao princípio constitucional da plenitude de defesa.</p> André de Oliveira Pires Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/460 seg, 11 mai 2026 20:34:19 -0300 O ARTIGO 59 DO CÓDIGO PENAL E O COMPORTAMENTO DA VÍTIMA https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/461 <p>O comportamento da vítima, item do caput do Artigo 59 do Código Penal, destoa de um<br>sistema que adota a consciência imediata e a reprovabilidade da conduta criminosa. Na medida em<br>que princípios penais, como a Personalidade e a Responsabilidade Subjetiva, impedem que haja<br>transcendência das penas e da responsabilidade, o sistema jurídico se amoldou para que a conduta<br>criminosa seja individualizada e carregada de consciência e volitividade, onde nada restasse de subjetividade<br>à própria culpabilidade analítica do delito, terceiro substrato de sua composição. Nesse ínterim,<br>o comportamento da vítima, item da pena-base, desafi a uma composição de seu regime jurídico,<br>adequando-se tal item à conduta criminosa com dolo e culpa, enfrentando responsabilidade penal<br>objetiva. O comportamento da vítima, na composição dos limites da responsabilidade penal, é elemento<br>externo que caminha à responsabilização por comportamento e vontade de terceiros, como<br>soa. A interpretação restritiva do item comportamento da vítima, ao Artigo 59 do Código Penal, terá<br>sua adequabilidade frente à responsabilidade penal subjetiva, sob a não transcendência penal, em<br>acordo aos ditames constitucionais e às posições doutrinárias e jurisprudenciais, de modo a concluir<br>pela sua recepção ou, ainda, sentidos adequados ao texto constitucional.</p> João Fabrício Dantas Júnior Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/461 seg, 11 mai 2026 20:35:34 -0300 SUBTRAÇÃO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E NÃO DEVOLUÇÃO FUNDADA EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA COMETIDA NO PAÍS DE RESIDÊNCIA https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/462 <p>Este estudo analisa a subtração internacional de crianças à luz dos casos de violência doméstica<br>perpetrados no país de residência habitual, com destaque para o papel da perícia psicológica<br>como garantia do melhor interesse da criança. O estudo conclui que a aplicação tradicional da<br>Convenção da Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças nem sempre é<br>benéfi ca para as crianças subtraídas, especialmente em casos envolvendo violência doméstica ou<br>familiar.</p> Valerio de Oliveira Mazzuoli, Elsa de Mattos Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/462 seg, 11 mai 2026 20:36:58 -0300 O VIÉS DE CONFIRMAÇÃO NA DINÂMICA PROBATÓRIA DO PROCESSO PENAL https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/463 <p>O objetivo deste artigo é analisar os efeitos do viés de confi rmação no processo penal,<br>notadamente na fase probatória. Examina-se como as heurísticas e os vieses cognitivos podem<br>infl uenciar a tomada de decisão no campo jurídico, desafi ando o modelo estritamente racionalista<br>tradicional. Inicialmente, examinam-se os fundamentos teóricos relacionados às limitações da cognição<br>humana. Em seguida, analisa-se o funcionamento do viés de confi rmação, com destaque para<br>sua defi nição e suas características. Na sequência, aborda-se a relação entre o viés de confi rmação<br>e a prova pericial, bem como sua interface com a fi gura do Juiz das Garantias. Por fi m, a análise<br>recai sobre o reconhecimento pessoal e a prova testemunhal, examinando os impactos do viés<br>de confi rmação na forma como essas provas são buscadas, avaliadas e interpretadas. Trata-se de estudo<br>qualitativo, de natureza exploratória e descritiva, desenvolvido segundo o método hipotéticodedutivo,<br>com base em revisão bibliográfi ca e análise documental. Conclui-se que esse viés pode<br>incidir sobre a dinâmica probatória do processo penal, o que exige a implementação de medidas<br>normativas e institucionais voltadas à mitigação de seus efeitos.</p> Ângelo Roberto Ilha da Silva, Maria Cecília Butierres Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/463 seg, 11 mai 2026 20:38:31 -0300 A TUTELA DOS INTERESSES DIFUSOS https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/464 <p>O artigo analisa a tutela dos direitos difusos, em período no qual se discutiam direitos<br>inerentes, como os difusos, coletivos e homogêneos, em preparação à futura Lei da Ação Civil que<br>seria promulgada em 1985 e que completa 40 anos.</p> Mauro Cappelletti Copyright (c) 2025 Revista do Ministério Público do Rio Grande do Sul https://www.revistadomprs.org.br/index.php/amprs/article/view/464 seg, 11 mai 2026 20:41:47 -0300